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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

IRÃ CRIARÁ SUA "PRÓPRIA" INTERNET

De acordo com informações divulgadas pelo diário The Wall Street Journal, o governo do Irã está testando formas de impedir que sites de origem estrangeira sejam acessados em solo iraniano. Ainda segundo a publicação, técnicos tentam criar uma rede de Internet doméstica, já batizada de Halal, que impediria o acesso a páginas políticas e redes sociais.

A intenção do governo iraniano é impedir a influência da cultura e ideologia ocidental no país, que vive sob o domínio do xiita Mahmoud Ahmadinejad, presidente do país desde 2005. De acordo com estimativas do próprio governo, há 25 milhões de internautas no país que deverão ter o acesso a sites estrangeiros restrito apenas à sites de ministérios governamentais, bancos e grandes indústrias.

O idéia, anunciada pela primeira vez em março do ano passado, surgiu após uma série de protestos ocorridos no país em 2009, e inspirada no controle que os chineses já sofrem.

fonte: The Wall Street Journal

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

BEIJING E XANGAI VEDAM O ANONIMATO PARA UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE MICRO-BLOGS E REDES SOCIAIS

Autoridades da cidade de Xangai, na China, seguiram as determinações realizadas pelos seus companheiros de Beijing e também estão solicitando que os usuários de serviços de micro-blogs se registrem com o nome próprio.

Tal medida vai de encontro às políticas chinesas que tentam controlar a Internet, bem como algumas ferramentas de redes sociais, que segundo o Governo chinês argumenta, são utilizadas para espalhar rumores.

Beijing foi a primeira cidade chinesa a pedir aos utilizadores de serviços como o Weibo, serviço chinês semelhante ao Twitter e normalmente utilizado para comentar notícias e emitir opiniões contrárias ao regime, para se registrarem com seu nome verdadeiro.

Agora, cerca de dez dias depois, é a vez de Xangai, outra das grandes cidades chinesas, a pedir o mesmo, segundo a imprensa local.

Desta forma, quem quiser continuar a utilizar aqueles serviços em Xangai com uma conta anônima poderá fazê-lo, mas apenas caso se identifique perante as autoridades com o seu nome verdadeiro.

De acordo com um anúncio oficial do governo de Xangai, a medida destina-se a melhorar o controle de serviços de mensagens instantâneas.

fonte: Reuters

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

TRIBUNAL CHINÊS PROÍBE APPLE DE UTILIZAR O NOME "IPAD" NO PAÍS

Um tribunal da China decidiu que a Apple não poderá utilizar a marca “iPad” para nomear seus tablets no mercado chinês, uma vez que este nome possui registro concedido para uma empresa local.

Segundo a sentença do Tribunal Popular Intermédio de Shenzhen, cidade onde a empresa criadora do iPhone monta boa parte dos seus tablets vendidos em todo o mundo, o uso legal dessa marca pertence a uma firma chamada Proview Technology, com sede na vizinha Hong Kong, que registrou o nome em 2000.

Após a publicação da sentença, representantes da Proview revelaram a intenção da companhia de cobrar na justiça uma compensação financeira à Apple pela utilização indevida da sua marca. Caso as empresas não cheguem a um acordo para a compra da marca, a Apple será obrigada a utilizar um outro nome para comercializar sua linha de tablets na China.

fonte: Reuters